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Sofá-cama: que colchão escolher em função do seu uso?

Escolher um colchão para o sofá-cama não é apenas uma questão de conforto. Esta escolha influencia diretamente a qualidade do sono, a longevidade do móvel e a experiência do dia a dia, sobretudo quando o sofá se transforma em cama. Para um uso frequente, como é o caso de um sofá para dormir diariamente, as expectativas são totalmente diferentes das relativas a uma cama ocasional. Por isso mesmo, é melhor conhecer todos os tipos de colchão e as suas especificidades técnicas.

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Por que é determinante a escolha do colchão

Um sofá-cama associa duas funções distintas: assento e cama. O colchão do sofá deve satisfazer duas exigências: oferecer um apoio ergonómico durante a noite e ser dobrável par manter-se discreto durante o dia.

Um colchão inadequado apresenta rapidamente incómodos: afundamento prematuro, pontos de pressão desconfortáveis ou até dificuldade em manobrar o mecanismo do sofá. Inversamente, um colchão bem adaptado melhora nitidamente a qualidade do sono, mesmo num espaço reduzido como um estúdio ou um quarto de hóspedes.

A frequência de utilização constitui o primeiro critério de seleção. Uma cama ocasional não exige o mesmo conforto que uma de uso diário. Esta distinção influencia diretamente a espessura do colchão e a sua densidade.

Os diferentes tipos de colchão para sofá-cama

Cada tecnologia de colchão apresenta vantagens específicas. A escolha depende do conforto pretendido, do orçamento e do uso.

Colchão de espuma de poliuretano

Este tipo de colchão é o mais comum nos sofás-cama de gama de entrada e média. Distingue-se pela sua leveza e flexibilidade:

  • Densidade entre 20 e 30 kg/m³
  • Espessura geralmente entre 6 e 12 cm
  • Conforto adequado a um uso ocasional

Um colchão de espuma de poliuretano é perfeito para um quarto de hóspedes ou uso pontual. Mas, demonstra-se limitado em uso diário, sobretudo em termos de firmeza e de longevidade.

Colchão de espuma de alta resiliência

Mais técnica, a espuma de alta resiliência proporciona melhor apoio e tem durabilidade acrescida, graças à sua estrutura alveolar que favorece tanto a elasticidade como a boa distribuição dos pontos de pressão:

  • Densidade entre 30 e 50 kg/m³.
  • Espessura entre 10 e 16 cm.
  • Boa independência de movimentos.

Este tipo de colchão constitui um excelente compromisso para uso regular. Adapta-se às formas do corpo, conservando  excelente firmeza ao longo do tempo.

Colchão de memória de forma

A espuma viscoelástica proporciona um conforto envolvente, particularmente apreciado para aliviar os pontos de pressão:

  • Densidade frequentemente superior a 50 kg/m³.
  • Espessura combinada (espuma + memória) entre 12 e 18 cm.
  • Sensação de aconchego e adaptação morfológica.

Um sofá-cama com um bom colchão integra muitas vezes esta tecnologia. Adequa-se a pessoas de costas sensíveis ou que procuram um conforto próximo ao de  uma cama clássica.

Colchão de molas ensacadas

Mais rara nos sofás-cama, esta tecnologia proporciona apoio firme e excelente ventilação:

  • Estrutura composta por molas independentes.
  • Espessura frequentemente superior a 14 cm.
  • Excelente longevidade.

Este tipo de colchão espesso destina-se sobretudo aos modelos de topo de gama concebidos para uso diário.

Que espessura de colchão escolher?

A espessura do colchão é fundamental para o conforto. Quanto maior for, mais homogéneo será o apoio. Para uma escolha adequada, convém considerar o uso previsto:

  • Uso ocasional: espessura entre 6 e 10 cm
  • Uso regular: espessura entre 10 e 14 cm
  • Uso diário: espessura superior a 14 cm

Um colchão espesso permite distribuir melhor o peso do corpo e evitar a sensação de trave sob as costas. Além de aumentar a durabilidade do sofá-cama.

No entanto, a espessura deve ser compatível com o mecanismo do sofá. Alguns modelos limitam a altura máxima do colchão quando dobrado.

A importância da densidade do colchão

A densidade do colchão determina a sua firmeza e a sua resistência ao desgaste. Contrariamente a uma ideia muito difundida, não está diretamente ligada à espessura. Uma densidade elevada garante mais sustentação, sobretudo a pessoas de compleição média a forte. Eis algumas referências fiáveis:

  • 20 a 25 kg/m³: conforto ligeiro, uso ocasional.
  • 30 a 35 kg/m³: conforto equilibrado, uso regular.
  • 40 kg/m³ ou mais: apoio firme, uso diário.

Um colchão com densidade insuficiente deforma-se rapidamente, criando covas desconfortáveis. Ao contrário, uma densidade adequada prolonga a vida útil do sofá-cama e assegura um apoio constante.

Adaptar o colchão ao uso

A escolha do colchão para um sofá-cama depende, acima de tudo, da frequência da suautilização, pois as exigências em matéria de conforto, apoio e resistência variam muito consoante o uso da cama,  ocasional ou diário.

Uso ocasional

Para uma cama de uso pontual, destinada a  os convidados, um colchão simples basta, desde que ofereça um mínimo de conforto durante uma ou duas noites. Este tipo de configuração privilegia a praticidade e o preço acessível:

  • Espuma de poliuretano.
  • Espessura moderada (6 a 10 cm).
  • Densidade inferior a 30 kg/m³.

Uso regular

Numa habitação onde o sofá é usado várias vezes por semana, é preferível optar por um colchão melhor, capaz de garantir firmeza e de conservar as suas qualidades ao longo do tempo. Esta escolha exige um bom equilíbrio entre conforto e durabilidade:

  • Espuma de alta resiliência.
  • Espessura entre 10 e 14 cm.
  • Densidade de cerca de 35 kg/m³.

Uso diário

Quando o sofá substitui uma cama clássica, as exigências são mais elevadas, sobretudo em termos de apoio, de conforto duradouro e de qualidade da cama. Neste caso, investir num sofá-cama com um colchão ótimo torna-se essencial para preservar a qualidade do sono.

  • Colchão com memória de forma ou molas ensacadas.
  • Espessura superior a 14 cm.
  • Densidade elevada (40 kg/m³ ou mais).

Dimensões importantes

Um colchão deve estar perfeitamente adaptado à estrutura do sofá-cama. As dimensões comuns são:

  • 120 x 190 cm para uma cama de solteiro larga.
  • 140 x 190 cm para uma cama de casal clássica.
  • 160 x 200 cm para um máximo de conforto.

Um ajuste defeituoso pode dificultar a dobragem do sofá ou criar zonas desconfortáveis. Pelo que é indispensável verificar as dimensões exatas antes da compra.

Para completar a sua instalação ou melhorar o conforto atual, descubra uma seleção de colchões adequados a diferentes necessidades e configurações.

Critérios complementares a considerar

Para além da espessura e da densidade, vários elementos influenciam a qualidade de um colchão para sofá-cama, nomeadamente em matéria de conforto global, de higiene e de durabilidade. Estes critérios, por vezes aparentemente secundários, podem, no entanto, ser fundamentais para o seu uso, sobretudo a longo prazo.

  • Respirabilidade

Um colchão bem arejado limita a acumulação de humidade e melhora a higiene. Materiais como molas ensacadas ou certas espumas técnicas favorecem a circulação do ar.

  • Apoio morfológico

Um bom colchão deve acompanhar as curvas do corpo sem se afundar. Esta característica é essencial para evitar dores nas lombares.

  • acilidade de manutenção

Uma capa removível e lavável constitui uma verdadeira vantagem, sobretudo num sofá usado com frequência.

  • Compatibilidade com o mecanismo

Alguns mecanismos exigem colchões específicos, nomeadamente em termos de dobragem. Verificar esta compatibilidade evita constrangimento no uso.

Exemplo concreto: que escolha em função do seu perfil

Tomemos o caso dum estúdio onde o sofá serve de cama principal. Um modelo com colchão de espuma de alta resiliência de 35 kg/m³ e uma espessura de 14 cm oferece um bom compromisso entre conforto e aproveitamento do espaço. Inversamente, numa casa com quarto de hóspedes, um colchão de espuma de poliuretano de 8 cm é suficiente para um uso pontual.

Réhane Félix
Réhane Félix
Jornalista online
Para onde quer que eu vá, a decoração acompanha-me sempre! Como um motivo familiar que se repete no tecido da minha vida quotidiana. Não é de estranhar, dir-se-ia: sou estofadora de profissão! Sempre me fascinou a magia de um tecido e o poder de uma cor: essas pequenas coisas que podem transformar um lugar, contar uma história, dar vida a um lugar. Por isso, em vez de deixar esta paixão em suspenso nos meus tempos livres, preferi dar-lhe outras formas, outras palavras...